Consumerização em TI - Sua empresa está preparada para essa tendência?

A consumerização, tendência crescente nos negócios em TI, que se caracteriza pelos funcionários trazendo seus próprios equipamentos e aplicativos para dentro das empresas, é uma novidade que oferece significativos ganhos para companhias em termos de produtividade e agilidade, permitindo que os usuários utilizem seus próprios PCs e dispositivos móveis no ambiente de trabalho, mas, por outro lado, apresenta algumas preocupações para as organizações.

Conheça os principais benefícios e ameaças desta novidade em TI.

A consumerização, tendência crescente nos negócios em TI, que se caracteriza pelos funcionários trazendo seus próprios equipamentos e aplicativos para dentro das empresas, é uma novidade que oferece significativos ganhos para companhias em termos de produtividade e agilidade, permitindo que os usuários utilizem seus próprios PCs e dispositivos móveis no ambiente de trabalho, mas, por outro lado, apresenta algumas preocupações para as organizações.

O movimento da consumerização no mundo corporativo tem sido vivenciado pela penetração dos dispositivos móveis como iPhone, iPad, celulares Android e tablets comprados pelo próprio usuário. Em 2010, a maioria dos novos aparelhos era Apple – iPhones e iPads – mas, a partir de 2011, aos usuários também passaram a atuar com dispositivos Android.

Dados da pesquisa “Consumerization for Enterprise IT” realizada em 2011 pelo Accenture Institute for High Performance, apontam que 45% dos entrevistados afirmam ter aparelhos e aplicativos pessoais mais úteis que os fornecidos pelas empresas.

O estudo ouviu cerca de 4 mil profissionais de 16 países em cinco continentes e 300 executivos de TI e de negócios. Os números mostram que 23% usam regularmente seus equipamentos e aplicativos pessoais para atividades relativas ao trabalho, afirmando que estas tecnologias reforçam a inovação, a produtividade e a satisfação.

Segundo a pesquisa, os funcionários se sentem mais seguros para tomar suas decisões sobre tecnologia e afirmam que as áreas de TI não são flexíveis como os equipamentos e aplicativos que eles usam em suas vidas pessoais. Surpreendentemente, eles estão dispostos a pagar para usar as tecnologias que eles gostam no trabalho. Assim, um ganho da consumerização para as corporações é à transferência de custo para o usuário. Com o profissional pagando a maioria dos custos do hardware, dos serviços de voz e dados e outras despesas associadas, as empresas economizam muito. Além disso, se beneficiam de ter profissionais mais satisfeitos no trabalho, pois utilizam laptops e smartphones de sua preferência.

O levantamento “Forrsights for Business Technology” realizado pela Forrester Research, nos Estados Unidos, comprova essa realidade: 37% dos entrevistados afirmam usar seu próprio PC ou smartphone para trabalhar e 26% deles usam seu próprio dinheiro para comprar software ou outra tecnologia.

Se, por um lado a consumerização aumenta a produtividade e a satisfação do funcionário, por outro, os riscos corporativos aumentam. As organizações estão preocupadas quanto à perda do controle sobre o hardware de TI e como ele é usado. Isto porque os equipamentos fornecidos pela companhia veem com uma política de uso aceitável e são protegidos por sistemas de segurança gerenciados e atualizados pelo departamento de TI. Já, os aparelhos pessoais nem sempre respeitam essas normativas.

Por isso, é importante que a companhia tenha uma política clara de regras para uso corporativo das ferramentas pessoais. Além disso, para proteger a rede, a empresa deve estabelecer os requisitos mínimos de segurança ou mesmo fornecer as ferramentas de proteção como condição que os dispositivos pessoais se conectem às redes e tenham acesso aos dados da empresa.

Os resultados dos recentes estudos apontam que a consumerização é uma tendência de TI que veio para ficar. Desta forma, a solução, segundo os especialistas, é incorporar uma estratégia que possibilite a aceitação de dispositivos de diferentes fornecedores, tornando possível a integração dos sistemas corporativos por meio de uma solução elástica (na cloud), que pode expandir ou encolher de acordo com a necessidade corporativa.

 

Dicas para lidar com a consumerização:

1. Não proíba equipamentos: No passado, muitas companhias resistiram em fornecer acesso aos dispositivos pessoais dos funcionários às redes das companhias. Um relatório da Citrix apontou que as corporações alcançaram ganho de produtividade acima de 36% com funcionários que usam dispositivos pessoais no trabalho. Em função do aumento de produtividade, um terço das empresas está empurrando seus departamentos de TI para permitir práticas mais flexíveis.

2. Saiba o que está conectado em sua rede: Identifique o escopo das ameaças pelo monitoramento de quais dispositivos estão conectados à rede. Gestão de softwares para dispositivos são usados no gerenciamento dos próprios aparelhos das corporações e tem uma grande variedade de características para assegurar que os usuários estão cumprindo as políticas.

3. Recrute ferramentas de análise de rede para identificar ameaças: Use tecnologias capazes de gerenciar ameaças que entram na rede por meio dos dispositivos móveis ou outras tecnologias trazidas por funcionários. Sistemas de monitoramento de desempenho detectam atividades anormais que são sinalizadas como brechas ou como dispositivos não confiáveis tentando expandir sua presença na rede.

4. Force políticas para dispositivos: Os dispositivos pessoais na corporação ajustam políticas para dados sensíveis. Assim, baseado na identidade dos usuários e status do telefone, a companhia pode agir.

5. Estabeleça políticas de privacidade: Além de melhorar a segurança da TI levada pelos funcionários, as companhias precisam ter certeza que estão também protegendo a privacidade dos seus trabalhadores.

 

Outros dados sobre consumerização:

  • 27% dos profissionais usam aplicativos não corporativos baixados da internet para ajudá-los a trabalhar melhor;

 

  • O primeiro passo da consumerização de TI envolve o acesso de e-mails corporativos em equipamentos pessoais, resultado do crescimento no uso de smartphones. 30% dos pesquisados disseram que checam seus e-mails antes de ir para a cama;

 

  • Executivos de TI e de negócios sabem que o uso da última tecnologia é uma grande prioridade para seus funcionários, com 88% deles reconhecendo que a consumerização pode aumentar a satisfação da equipe com o trabalho;

 

  • Mesmo reconhecendo que a consumerização é estratégica, apenas 27% dos executivos começaram a tratar a questão de modo estruturado.

 

Fonte: Accenture Institute for High Performance

 

 

Newsletter: Edição 013 – Ano 2012

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